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9.5.11

Malatestamovel, anúncio de lançamento

Haha, por faro, escolhi um carro à prova de milico! 147 o Malatestamobile:

6.5.10

O STF e o Holocausto Franquista

(Este e-mail a seguir eu recebi em powerpoint e em espanhol, traduzi e converti para post do blog, a mensagem é bem atual dada a decisão do STF de esquecer as atrocidades dos torturadores da ditadura militar)

Parece Impossível !

Crianças mortas durante bombardeio em Barcelona


O General Franco teve razão ao ordenar que não se tirassem fotos nem filmes dos campos de concentração espanhóis...

“O Holocausto Franquista”

E assim explicou os motivos:

“Que se tenha o mínimo de documentação, eliminem testemunhos, e todo aquele contrário ao regime, porque ha de chegar um dia em que se vai plantar a história de que isto nunca aconteceu”.

Fuzilamento em Badajoz

“Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem não façam nada.”
(Edmund Burke)

Este foi o HOLOCAUSTO

Fonte: El País

... e exatamente, como foi previsto faz cerca de 60 anos…



... o Holocausto Espanhol foi eliminado de nosso currículo escolar porque 'ofendia' a população, que afirma que o Holocausto nunca aconteceu...



Este e-mail está sendo enviado como uma lembrança, em memória d@s libertári@s assassinad@s, massacrad@s, violad@s, queimad@s, mort@s de fome e humilhad@s enquanto o resto do mundo olhava em outras direções...

Fuzilamento nos arredores de Madrid

A intenção de enviar este email, é que seja lido por pelo menos 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Começará por seus conhecidos!!
Porque todos, adultos e jovens, devemos recordar o nível de atrocidades que pode chegar a cometer um grupo de homens sem escrúpolos se não são detidos a tempo !!

Soma-te para erradicar a ignorância e a desinformação com a qual pretendem manipular-nos.
Este email deve chegar ao mundo inteiro...
Traduza-lo a outras línguas se for necessário!!


Apágue-o e será outro cúmplice silencioso.
Reenviar-lo só levará dois minutos,
eles perderam a vida toda...

8.2.10

Fotos do Beijaço


Fotos do ato em apoio ao PNDH-3, que não foi enorme, mas foi um sucesso!
Clique na foto para ver um SlideShow no Flickr.

6.2.10

Beijaço pelo PNDH-3

Amanhã estarei lá, com o coração e a vontade de melhorar sempre, a sede de justiça, de paz e de amor. Sei que deixamos certas pessoas, certos setores da sociedade realmente nervosos, a ponto de se excitarem e sugerirem que ao invés de beijos pratiquemos atos sexuais ("VÃO SE FUDER" já gritaram), a ponto de organizarem ato contra os direitos humanos (no mesmo domingo às 15 no MASP), a ponto de um idiota sob pseudônimo redigir um textículo reacionário tão podre que termina por se classificar como “pessoa moral” no lugar de “ser humano”!! É contra essas “pessoas morais” que sempre lutei, luto e continuarei lutando enquanto uma série de fenômenos eletro-químicos que acontecem no meu cérebro continuarem gerando o que chamamos de “vida”!

A luta continua, venceremos! BEIJOS A TODOS!!!!!

(isto era um comentário meu no blog dos 300 e acabou virando um post aqui)

5.2.10

Beijaço pelo PNDH-3

Clique na imagem para vê-la maior, baixá-la e divulga-la. Pra maiores informarmações cheque o blog dos 300: http://www.trezentos.blog.br/?p=4044

12.1.10

Verdade e Justiça

(esta postagem é uma iniciativa coletiva de diversos blogs pela verdade)

Desde a Lei da Anistia, os familiares dos mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar lutam na justiça ou em qualquer instância possível para terem o direito de saber o que aconteceu com seus entes e receberem seus restos mortais para enterrar e seguir em frente. Ao conversar com as representantes da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos, Suzana Lisbôa e Criméia Almeida, a impressão é de uma luta infinita, difícil e dolorosa e de escassos resultados. Coube aos familiares dos desaparecidos – com seu luto inacabado – contar, além da história dessas pessoas que morreram sob condições brutais lutando pela democracia, essa parte ainda desconhecida de nossa história. Até hoje, apenas quatro corpos foram encontrados dos 176 desaparecidos e os governos que sucederam os militares, incluindo o atual, vêm ignorando sistematicamente todos os pedidos e determinações – Comitê de Direitos Humanos da ONU e OEA - para abrir os arquivos secretos da ditadura, e dar uma resposta concreta a essa famílias.

Pedro Luiz Maia

Qual a principal luta da Comissão de Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos?

Suzana Lisbôa - Nossa luta é para que o Estado brasileiro esclareça as circunstâncias das mortes dos desaparecidos políticos, onde e como morreram, entregue os restos mortais aos familiares e pela punição dos responsáveis pelas mortes e torturas durante a ditadura.

Por que, na opinião de vocês, o governo não abre os arquivos secretos da ditadura, se tem poder para isso?

Suzana Lisbôa – O governo manteve o sigilo eterno (*) quando poderia ter aberto os documentos. Foi uma opção política. Os crimes de direitos humanos não prescrevem e não podem ser mantidos sob sigilo, mas o Estado nega. O direito a informação é um direito constitucional. Nós temos o direito de saber o que aconteceu com nossos parentes e temos o direito de enterrá-los.

Criméia Almeida – O governo não abre os arquivos porque não quer. Não vejo disposição nenhum do governo conosco e com essa causa. Existe uma preocupação em mostrar que alguma coisa está sendo feita. Mas não existe disposição em fazer de fato alguma coisa. Para se ter uma ideia: Em 2009 a União foi obrigada judicialmente a realizar buscas no Araguaia por uma ação judicial (iniciada em 2003) transitada e julgada em julho de 2007, movida pelos familiares dos mortos e desaparecidos (**). Então, o Ministério da Defesa, só em 2009, porque foi obrigado, criou o “Grupo de Trabalho Tocantins” para procurar os restos mortais dos guerrilheiros do Araguaia. Até 2007, a palavra oficial do governo era que a Guerrilha do Araguaia não havia existido, para poder também negar a chacina (conhecida como “Operação Limpeza”). Então, ao criar um grupo de trabalho para procurar as ossadas das vítimas assassinadas pelo Estado lá, dá outro nome. Entende como funciona? Na coordenação deste grupo de trabalho está um general de brigada, que declarou sua defesa do golpe militar de 64, dizendo que "o exército brasileiro atendendo a um clamor popular foi às ruas contribuindo substancialmente e de maneira positiva, impedindo que o Brasil se tornasse um país comunista."

Suzana Lisbôa – Os familiares só puderam acompanhar as buscas no Araguaia com um decreto presidencial. O ministro Jobim dizia que a nossa participação era ilegal porque éramos parte do processo. Ou seja, estavam sendo obrigados por nós a procurar os corpos e não queria que nós acompanhássemos. Inclusive, as primeiras buscas foram feitas por uma caravana essencialmente militar, sem sequer um representante da SEDH.

Como vocês veem essa divisão do governo Lula sobre o assunto, com o ministro Tarso Genro defendendo a punição dos torturadores? (a entrevista foi feita no final de 2009, antes da polêmica entre os ministros Nelson Jobim, da Defesa e Paulo Vannuchi, de Direitos Humanos em torno no PNDH-3)

Criméia Almeida – Para nós não faz diferença. Não vejo diferença e nem no que isso possa ajudar. Eles são todos ministros de um mesmo governo, que até agora não fez nada para avançar no esclarecimento das mortes e dos desaparecimentos. Acho que este governo como todos os outros é conivente com a ditadura ao não fazer nada de concreto. E o judiciário também é conivente.

Suzana Lisbôa – Eu acho importante que o ministro da Justiça defenda a punição dos torturadores e diga que crime de tortura não prescreve. Mas no final das contas, quando o Estado brasileiro não se posiciona contra oficialmente, não apura, não pune, se torna conivente. Ao final, o Estado é conivente com a tortura e os desaparecimentos durante a ditadura.

Mas saem notícias da Secretaria Especial de Direitos Humanos sobre os mortos e desaparecidos...

Suzana Lisbôa – O que a SEDH fez foi ampliar o critério de abrangência da Lei das indenizações e publicou o livro com o registro da memória dos desaparecidos. Apenas isso. A parte mais importante foi feita por nós, familiares, que foi a elaboração dos processos que permitiram os pedidos de indenizações e a liberação das tais certidões de óbito. O que é outro absurdo. Porque o Estado diz aos familiares para irem ao cartório mais próximo de sua residência com a cópia da lei e pedir o “atestado de morte presumida”. Só que essa morte vai entrar para o registro e estatística daquele local onde está situado o cartório, onde mora a família do desaparecido, e não onde ele morreu. A lei diz que o ônus da prova da morte é dos familiares, assim como a procura pelos corpos. E sem os arquivos, sem esses registros, nós não temos como provar nada. Tudo que conseguimos até hoje foi sendo construído, reconstituído, através dos poucos arquivos a que tivemos acesso ao longo desses anos.

Criméia Almeida – O meu marido, André Grabois, “oficialmente” teria morrido cinco antes do nascimento de seu filho. Ele foi morto, “desapareceu”, em 73 no Araguaia e no atestado de morte presumida constaria como morto em 68. O registro do óbito deve ser feito no local da morte, como em qualquer outro caso. Mas, para “facilitar” a vida dos familiares, liberou-se o registro do óbito no cartório mais próximo. Com isso, apaga-se a história. Já não bastava o Estado ter desaparecido com a pessoa, ainda lhe nega a sua história.

Como é ver os processos que julgam crimes das ditaduras em outros países latinos, como Uruguai, Argentina e Chile, em andamento?

Suzana Lisbôa – O Brasil é o país mais atrasado da América Latina na apuração e julgamento dos crimes ocorridos durante as ditaduras militares. O sentimento é de frustração. Nós fizemos uma tarefa que era do governo. Coube a nós, familiares, contar essa parte da história do país. O descaso do presidente da república é algo que me toca profundamente. Ainda me choca muito.

Criméia Almeida – Foi o Estado que sumiu com essas pessoas. Se depois disso, o Estado não tem poder para abrir os arquivos desses processos de desaparecimento, que venha a público dizer que não conseguiu e peça desculpas. Mas não faça de conta que está buscando informações quando não está. Se o Estado foi capaz de torturar e assassinar, que seja capaz de assumir o que fez.

Falando nisso, o governo fez uma campanha publicitária pedindo à população informações sobre os desaparecidos, para contar a história dessas pessoas, chamada “Memórias Reveladas”. Inclusive alguns familiares participam da campanha.

Suzana Lisbôa – Nós ficamos surpresas com a campanha. Parece mesmo jogo de cena, para dizer que o governo está fazendo alguma coisa. Mas joga para a população uma responsabilidade que é sua. Quando a campanha terminar vão dizer: “olha, a população não colaborou com nenhuma informação significativa”. Ficamos surpresas mesmo foi com os familiares que aceitaram participar. A D. Elzita, mãe do Fernando Santa Cruz, contou que deu um depoimento imenso, onde fazia cobranças ao governo e reclamava da demora na liberação das informações e em procurar os corpos, e que eles editaram e deixaram só aquele trecho dela lendo uma poesia e falando que não esquecia o filho. Fiquei muito admirada do Marcelo Rubens Paiva ter aceitado aparecer numa campanha do governo sobre o assunto.

Criméia Almeida – É só para constar, para dizer que estão fazendo alguma coisa. Isso tudo deve ser por causa do prazo dado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para que o governo abra os arquivos. O prazo já se esgotou e como o governo não fez nada, a corte criminal da OEA aceitou a denúncia entregue no dia 26 de março de 2009, e o Brasil deverá ser julgado ainda em 2010.


Suzana Lisbôa iniciou sua luta contra a ditadura no Julinho (Colégio Júlio de Castilhos – Porto Alegre/RS) e integrou a Ação Libertadora Nacional. Seu marido, Luiz Eurico Tejera Lisbôa, militante da ALN, PCB e VAL-Palmares, foi torturado e assassinado em 1972. A ossada de Luiz Eurico foi encontrada na vala clandestina do Cemitério Dom Bosco, distrito de Perus (***), São Paulo. Suzana presidiu a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos.

Criméia Almeida cresceu numa família de militantes comunistas em Minas Gerais. Ex-guerrilheira no Araguaia e ex-militante do PCdoB, foi casada com André Grabois, também militante do PCdoB, desaparecido no Araguaia em 1973. Criméia foi presa e torturada grávida. Seu filho João Carlos, nasceu na prisão e conhece o pai apenas pela foto 3x4 dos arquivos do DOPS. André Grabois permanece como desaparecido.



(*) Um documento, arquivo sigiloso é "classificado" na origem. Os que receberam o carimbo de "ultra secreto" podem permanecer sem acesso público para sempre, conforme a norma legal. O "sigilo eterno" foi introduzido por decreto em 2002, pelo então presidente FHC – considerado inconstitucional. Lula, apesar dos apelos, o manteve em 2003.

(**) A sentença da Justiça Federal determinou a quebra do sigilo das informações militares sobre todas as operações de combate aos guerrilheiros no Araguaia e que a União informasse onde estão sepultados os mortos no episódio. Para realizar as buscas, a União teve um prazo de 120 dias, já esgotados.

(***) A vala clandestina de Perus foi localizada no dia 4 de Setembro de 1990, com 1049 ossadas encontradas em sacos plásticos, todos sem qualquer identificação. A investigação e identificação se deram por determinação da prefeita de São Paulo na época, Luísa Erundina.

Neste momento, o Brasil está mergulhado na discussão sobre o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos – PNDH III – decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva em dezembro passado, que prevê a criação (através de um projeto de lei ainda a ser encaminhado ao Congresso Nacional) da Comissão da Verdade, destinada a investigar os crimes cometidos pelo Estado durante a repressão aos opositores da ditadura militar.

O PNDH III é o resultado de um longo processo de discussão – que incluiu a realização de diversas conferências ouvindo toda a sociedade e entidades representativas do setor – e negociação com todos os setores do governo. Os militares, liderados pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, descontentes com o acordo firmado por eles mesmos, criaram e vazaram uma crise governamental para tentar impedir a abertura dos arquivos secretos da ditadura, e uma possível punição aos torturadores – possibilidade que ainda dependerá de uma decisão do STF sobre o tema, caso os crimes de tortura venham a ser inventariados.




JApraJAULA

tags: direitos humanos, justiça, ditadura, verdade, mortos, desaparecidos, tortura, torturadores, araguaia, pndh-3, governo

10.12.09

A coisa tá ficando feia de mais!

Cliquem para ver a matéria completa e muito bem montada em outro blog!
foto: Fernando Bizerra Jr./EFE
(se a polícia do post a cima parecia polícia privada de filme de ficção, a deste post parece a polícia montada de outro filme de ficção: Planeta dos Macaco!)

Obrigado seu Frias

A briga com a Falha de São Paulo (Desculpem Nossa Folha!), continua rendendo, agora foi a vez de eu e vários companheiros blogueiros e twiteiros aparecermos no Global Voices um mega blog centralizador de movimentos que acontecem pela blogosfera no mundo todo. A matéria em inglês (Brazil: Call for a boycott of the country's biggest newspaper) é do companheiro @Tsavkko e é ilustrada pelos polêmicos banners da @dolphindiluna do abundacanalha.blogspot.com e meu, e duas fotos minhas, incluindo esta do censurado @aarles:

9.12.09

Manifesto contra a anistia de torturadores, apóie, assine, divulgue!

Entidades lançam campanha contra anistia a torturadores

Nos próximos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar um processo decisivo para o futuro democrático do Brasil. Trata-se da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que reivindica que o Supremo interprete que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da ditadura civil militar (1964-1985). O processo aguarda o parecer do Procurador Geral da República, e, em seguida, o ministro relator, Eros Grau, poderá colocar em pauta de julgamento.

Com o objetivo de impedir que os agentes da repressão sejam anistiados, um grupo de defensores de direitos humanos e entidades da sociedade civil criou o “Comitê contra a Anistia aos Torturadores”.

Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. Estudos indicam que a impunidade dos crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra a população pobre.

A primeira iniciativa do comitê é o lançamento de um manifesto on-line, que já conta com o apoio de intelectuais, artistas, juristas, parlamentares e defensores de direitos humanos. Entres os que subscrevem a petição estão Antonio Candido, Chico Buarque, José Celso Martinez Correa, Aloysio Nunes Ferreira, Marilena Chauí e Sérgio Mamberti.

Para assinar o manifesto, clique aqui

Mais informações: Tatiana (11) 8327-5319

7.12.09

Reprodução de Carta à Direção da Falha

Ao Otávio Frias Filho
Diretor de Redação da Folha de S.Paulo
Alameda Barão de Limeira, 425 – Campos Elíseos
São Paulo, SP
Na qualidade de procuradores do blog Cloaca News (http://cloacanews.blogspot.com) servimo-nos da presente para – sem prejuízo de quaisquer outras providências que possam ser levadas a efeito – notificá-lo a respeito do que segue:
- sua gazeta, em passado recentíssimo, publicou uma falsa “ficha do Dops” da Ministra Dilma Rousseff;
- publicou artigo de um psicopata acusando o Presidente Lula de assassinato;
- classificou de “ditabranda” o sanguinário e abjeto regime de exceção vivido no país entre 1964 e 1985;
- sua gazeta tem ocultado da população absolutamente todas as falcatruas dos governos demotucanos, notadamente o de José Serra, em São Paulo;
- sua execrável gazeta publicou, sem qualquer tipo de averiguação, um indecente e ignominioso artigo acusando o atual Presidente da República de ter praticado estupro.
Os casos supracitados são apenas alguns exemplos das imundícies estampadas diariamente pela sua Folha, à guisa de “jornalismo”.
À face do exposto, estamos notificando-o para que se abstenha de chamar de “Jornalismo” essa porcalhada impressa com a logomarca Folha de S.Paulo. Outrossim, que se abstenha de utilizar o lema “Um jornal a serviço do Brasil” em seu frontispício, visto que, além de conspurcar o conceito de “jornal”, sua gazeta tem demonstrado, amiúde, que está “a serviço” de grupos e interesses espúrios e inconfessáveis.

Alterum non laedere.

Sem mais,
Cloaca & Cloaca Associados

6.12.09

Protesto contra a Falha* - Uma manifestação mal feita


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Análise do Acontecido
Hoje a manifestação contra a Falha*, que nos timelines do twitter parecia que ia bombar com a participação de todos, aconteceu magra e fraca, apesar da força de vontade e coração depositado de todos os presentes. Demos para a Falha* munição, com certeza chamarão nossa manifestação de inexpressiva e tal…
Acredito que se as pessoas não estão dispostas a ir, não acreditam na importância ou seriedade do tema, ou simplesmente não podem na data marcada, elas devem avisar com antecedência. Ou acaba acontecendo uma manifestação meia boca e os faltosos acabam prestando um serviço à Falha* São Paulo!
(como publiquei hoje no Twitter)

5.11.09

Caetano, o velhote inimigo que morreu ontem!

Numa demonstração de pertencer à vanguarda do mais imperfeito pretérito, e perdendo uma ótima oportunidade de demonstrar um sábio silêncio, Caê, não sei na falta de algum medicamento ou no desbalanço de seus chás, resolveu soltar a seguinte pérola:
"Marina não é analfabeta como o Lula."
Me pergunto se ele sabe que:
"Marina é criacionista como o Bush."
ou se ele tem idéia do que isso significa.....

E pensar que o mesmo Caetano a 41 anos tinha outro discurso:



Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês têm coragem de aplaudir, este ano, uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado! São a mesma juventude que vão sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem! Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada. Hoje não tem Fernando Pessoa. Eu hoje vim dizer aqui, que quem teve coragem de assumir a estrutura de festival, não com o medo que o senhor Chico
de Assis pediu, mas com a coragem, quem teve essa coragem de assumir essa estrutura e fazê‑la explodir foi Gilberto Gil e fui eu. Não foi ninguém, foi Gilberto Gil e fui eu!

Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender. Mas que juventude é essa? Que juventude é essa? Vocês jamais conterão ninguém. Vocês são iguais sabem a quem? São iguais sabem a quem? Tem som
no microfone? Vocês são iguais sabem a quem? Àqueles que foram na Roda Viva e espancaram os atores! Vocês não diferem em nada deles, vocês não diferem em nada. E por falar nisso, viva Cacilda Becker!
Viva Cacilda Becker! Eu tinha me comprometido a dar esse viva aqui, não tem nada a ver com vocês.
O problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira. O Maranhão apresentou, este ano, uma música com arranjo de charleston. Sabem o que foi? Foi a Gabriela do ano passado, que ele não teve coragem de, no ano passado, apresentar por ser americana. Mas eu e Gil já abrimos o caminho.
O que é que vocês querem? Eu vim aqui para acabar com isso!

Eu quero dizer ao júri: me desclassifique. Eu não tenho nada a ver com isso. Nada a ver com isso. Gilberto Gil. Gilberto Gil está comigo, para nós acabarmos com o festival e com toda a imbecilidade que reina
no Brasil. Acabar com tudo isso de uma vez. Nós só entramos no festival pra isso. Não é Gil? Não fingimos. Não fingimos aqui que desconhecemos o que seja festival, não. Ninguém nunca me ouviu falar assim. Entendeu? Eu só queria dizer isso, baby. Sabe como é? Nós, eu e ele, tivemos coragem de entrar em todas as estruturas e sair de todas. E vocês? Se vocês forem... se vocês, em política, forem como são
em estética, estamos feitos! Me desclassifiquem junto com o Gil! junto com ele, tá entendendo? E quanto
a vocês... O júri é muito simpático, mas é incompetente.

Deus está solto!

Fora do tom, sem melodia. Como é júri? Não acertaram? Qualificaram a melodia de Gilberto Gil?
Ficaram por fora. Gil fundiu a cuca de vocês, hein? É assim que eu quero ver.

Chega!

3.7.09

Eu e o titio Lula

Nunca me filiei ao PT (mas assisti de camarote o partido ser formado, reformado, deformado e deturpado!), nunca fui metalúrgico, muito menos sindicalista. Mas conheci o lula no fim dos anos 70. Aos 18 anos, em 84, fui um dos fotógrafos voluntários que enfrentou a polícia para retratar a greve dos metalúrgicos no ABC! Tive ditadores militares, tive o Sarney como sarna, digo, presidente, sofri o Collor, aturei o FHC. Votei 5x e por 2x elegi o Lula e, realmente, quis me esconder de vergonha dele. Mas nunca foi me apresentado um candidato melhor! Uma coisa te garanto, o Lula não era mascarado, ele foi completamente destruído pelo sistema, acho até que só assim deixaram ele ser presidente! Já o Sarney não! Essse sempre foi merda, mas merda acostumada a reinar no autoritarismo, do coronelismo familiar que vinha do maranhão passou a continuidade da ditadura, aquele período sim, poderia ter sido chamado de ditabranda ou demodura! Com a multiplicação dos meios de comunicação, com a internet, com o twitter, com os blogs, com os celulas, câmeras e tudo mais, ele ficou fragilizado e marcou bobeira e a merda se espalhou!


FORA SARNEY! SAÍ DESTE PAÍS QUE NÃO TE PERTENCE!


30.6.09

Piratear ou Não?

1- Raramente os softwares gratuitos tem todas as funções necessárias para um trabalho, e costumam causar frustrações de ultima hora.

2 - Quando eu comecei a mexer no Phototoshop 1 (pra dar só um exemplo), eu entendia que pela pequena base instalada de computares que pudessem rolar o programa, e a complexidade de algo assim na época, que vinha com vários manuais e disquetes de instalação e suporte humano por telefone, era justificável a pequena fortuna que se pagava para se ter ele numa produtora de cinema publicitário. Agora hoje em dia, que milhões computadores caseiros rodam photoshop, e eu posso baixa-lo da internet em minutos, querer cobrar milhares de reais de qualquer usuário caseiro, isso sim é pirataria! Me sinto amarrado ao mastro com o trabuco no pescoço e o bafo de rum na cara!

3- A posse e distribuição gratuita de música, filme, literatura e software não é filibusteria, é socialização dos meios culturais, fim da cultura só com poder aquisitivo, ou seja, é um ato revolucionário!

(Ps. Isso foi uma conversa que surgiu em outro blog, tentei reproduzir aqui a conversa mas a sra. Carolina Vigna-Maru, fiel defensora da propriedade privada e dos bons costumes ficou furiosa e pediu que eu retirasse seus comentários do meu blog, em respeito a esse espécie de Tatcher tupiniquim, está feito!)

10.6.09

A invasão da USP por Carlos Latuff




Para o governador José Serra com os cumprimentos de Carlos Latuff

18.5.09

Mega Não!

"Vem vamos embora / que esperar não é saber/ quem sabe faz a hora/ não espera acontecer" Para Não Dizer Que Não Falei De Flores - Geraldo Vandré

"Quem cala consente eu desacato/ não vou morrer nas mão de um rato" Clara Crocodilo - Arrigo Barnabé


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14.5.09

“Ou vai ser alguém na vida, ou vai morrer criolo mesmo”

Difícil. Tive pais (e avós, tias, primas, amigos…) presos e torturados no Dops. Sempre clamei por justiça. Quero ver todos os responsáveis no banco dos réus. Mas me incomoda ver que o único que foi pego pra bode expiatório (em plena ditadura!), foi um artista excepcional e NEGRO!


e mais uma dele cantada pelo filho:





Tributo à Martin Luther King
Composição: Ronaldo Bôscoli / Wilson Simonal, 1966

Sim sou negro de cor
Meu irmão de minha cor
O que te peço é luta sim, luta mais
Que a luta está no fim
Cada negro que for
Mais um negro virá
Para lutar com sangue ou não
Com uma canção também se luta irmão
Ouvir minha voz
Lutar por nós
Luta negra demais, luta negra demais
É lutar pela paz, é lutar pela paz
Luta negra demais
Para sermos iguais
Para sermos iguais